DETERMINAÇÃO DO TEOR DE ÁCIDO ACETILSALICÍLICO EM DIFERENTES MARCAS COMERCIAIS

GLEICIMARA OLIVEIRA TRINDADE, THAIS SILVEIRA RIBEIRO, Graciela Maldaner, Patrícia Albano Mariño

Resumo


O marco histórico no processo de desenvolvimento da indústria farmacêutica mundial foi a descoberta da salicina da planta Salix alba. A partir da salicina foi realizada a primeira modificação estrutural, originando o ácido salicílico e, do ácido salicílico, Felix Hoffman sintetizou o acido acetilsalicílico (AAS) em 1897, surgindo então a primeira patente que se tem conhecimento na área de medicamento. Este medicamento em apenas dois  anos tornou-se o analgésico mais popular do mundo comercializado com a denominação de Aspirina® (Bayer) com as ações analgésica, antipirética e anti-inflamatória. Após um século, o AAS continua sendo uma das drogas mais amplamente estudadas e novas propriedades farmacológicas já foram descobertas. Desvios na qualidade dos medicamentos podem prejudicar o tratamento e/ou expor os usuários a reações adversas. Os princípios ativos podem ser alterados decorrentes de desvios da qualidade durante a produção do mesmo ou durante o transporte e armazenamento (umidade e calor).  O objetivo desta pesquisa experimental foi avaliar o teor do princípio ativo ácido acetilsalicílico (AAS) em comprimidos de diferentes marcas comerciais. Foram adquiridas em drogaria três amostras de diferentes indústrias farmacêuticas contendo comprimidos de ácido acetilsalicílico 500 mg, embalados em blister. As amostras foram denominadas de A1, A2 e A3 e foram avaliadas em triplicata em dois dias distintos. O doseamento do princípio ativo utilizou o método de titulação volumétrica por neutralização, descrito na Farmacopéia Brasileira 5ª edição e foi desenvolvido no Laboratório de Química do curso de Farmácia da Universidade da Região da Campanha. Os resultados revelaram variações entre as amostras aqui pesquisadas. A amostra A1 obteve um teor de AAS igual a 92,65% por comprimido (463,25 mg), A2 com 100,19% (500,95 mg)  e A3 com 97,62% (488,10 mg). Entretanto, essas variações estão dentro dos limites de aceitação estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que determina uma variação do teor de princípio ativo declarado no rótulo das apresentações entre 90 a 110%, neste caso, podendo variar entre 450 a 550mg de AAS por comprimido. Pode-se concluir com esta pesquisa que as amostras analisadas atendem aos padrões de qualidade exigidos em nosso país, preservando assim aspectos relacionados à farmacocinética e biodisponibilidade do fármaco estudado. A metodologia aqui utilizada é uma técnica simples, de baixo custo e facilmente reprodutível, dispensando a necessidade de equipamentos modernos. A garantia da qualidade e eficácia dos produtos farmacêuticos é dependente de constantes fiscalizações pelos órgãos reguladores e por estudos desta natureza, devendo estes, serem estimulados pelas Instituições de Ensino Farmacêuticas. 


Palavras-chave


Titulometria, Ácido acetilsalicílico, Controle de qualidade

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